sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Capítulo 8 "Algo para ti..."

Há momentos na nossa vida que uma folha de papel e uma caneta são importantes, vitais para libertar os medos, espalhar desejos numa simples folha branca... Por me sentir "mal" com o que se está a passar esqueci por momentos o piano, porque já era tarde e peguei no meu "caderno de notas", senti a vontade e a liberdade (que o papel me dá) para escrever sobre TI! Acho que faz bem nestas alturas escrever... e então aqui vai o que escrevi:


Em qualquer folha que pegue
Em qualquer caneta que agarre
O meu pensamento e desejo é igual
Escrever

Não faço contas no papel
Não desenho uma casa
Mas consigo dizer
O que me vai na alma

Já escrevi sobre o meu Porto
Vou escrevinhando sobre:
O filme que ainda não vi
E as músicas preferidas que não escolhi

No meu mundo...
Nesse, onde entro discretamente
Mas nem por isso com medo
E reticente

Vou falando e divagando
Já dei por mim a conversar
Sobre um lugar que ainda não visitei
De uma música que não cantei

Pego no papel
Agarro na caneta
Tiro à sorte um tema
Que sai da minha gaveta

Abro a primeira
Sai desenhado um T
Abri outra e saiu
Um I

Junto as letras
E sem surpresas
O poema!
É sobre TI

Mas porquê?
Se estás longe...
De mim não queres saber
Vou perder o meu precioso tempo

Para sobre ti escrever?

Eu bem me parecia
Que isto da escrita
Não é normal

Fecho a caneta
Rasgo a pequena folha
Não gostei do que escrevi
Simplesmente porque estive a pensar... em TI!


Aproveitei esta fase menos positiva para escrever ainda mais, desta vez um texto livre que me apeteceu divagar...

- Se por momentos pudesse parar o mundo, viveria tudo de forma mais simples, apreciaria as coisas simples da vida de uma forma mais intensa. Não perderia a oportunidade de ligar aos meus amigos e dizer-lhes que são o meu mundo, o meu "Porto de abrigo". Se eu pudesse escolher um lugar para morar, escolheria um bem perto de ti, para te ouvir respirar, viveria ainda mais esse teu olhar, e viria com outros olhos a tua estranha forma de amar. Se me pedisses um estranho presente, não descansaria enquanto não o encontrasse. São tantas as coisas que me faltam fazer que não sei se vou ter tempo. Abraço-te sinceramente, beijo-te a testa, sinto o teu coração bater bem encostado ao meu. De noite despimo-nos de preconceito, unimo-nos num só, bebemos um café e apreciamos um cubano a meias e contemplamos o mundo lá ao fundo... Bem cá do alto, onde nem a águia mais poderosa consegue alcançar... no momento em que me amas, na noite ao luar, sussurras-me ao ouvido:

- Obrigado por me fazeres feliz! O que eu nunca tive em tanto tempo...!

A noite vai alta, o céu azul estrelado e os nossos corpos continuam entrelaçados. É hora de apagar a televisão, desligar a aparelhagem que no momento passava a nossa música, e voltar cada um ao seu mundo! Nesse mundo raramente estás presente, teimas em não me querer ao teu lado porque estás confusa. Não fico triste, não sinto qualquer dor, porque sei que todas as noites estarei contigo. O que temos não é mais que um sonho numa noite de verão. Ficarei feliz se um dia for bem real e que as noites que passei sozinho, apenas no meu pensamento, sejam suficientes para amar o teu corpo, sentir o teu respirar, e saborear o teu beijo. A casa lá no alto, no monte em que estivemos.... não é uma miragem, é antes uma realidade. A cama está feita de forma a te receber, com rosas vermelhas, morangos com chocolate e champanhe para comemorar esta nova fase, fase essa onde tornamos a ficção numa realidade. Se o meu corpo já merecia, imagina o meu coração!

Nunca te mostrei este desabafo mas penso que seria bom que o lesses! Envio-te na mesma uma mensagem de boa noite à espera de uma resposta, mas foi em vão... Hoje vou dormir e tu vais estar, ao meu lado, bem junto a mim. Dorme bem AnJo, até amanhã!

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