terça-feira, 12 de outubro de 2010

Capítulo 6 "O dia M"

Lembro-me que tinhamos combinado um café para essa noite, mas fiquei com receio porque tu trabalhavas no dia a seguir. O teu irmão tinha um jantar mas tu disseste-me que ele vinha depois lá ter connosco, só que eu disse:

- Não! Gostava de te mostrar uma coisa, só a ti! Vamos tomar café a minha casa!

Já sabias o que eu te queria mostrar e ficaste na expectativa. Lembro-me que quando estavas a sair de casa vinhas a falar ao telefone ligou-te uma amiga a perguntar / insinuar sobre o que poderia vir... um caso AMOROSO! TInha sido o meu amigo que lhe tinha mandado uma boca do tipo:

- O que achavas se houvesse um casalinho entre nós!?

Nesse momento, lembro-me perfeitamente, olhaste para mim antes de sair do carro e perguntas-te o que eu tinha ido dizer ao meu amigo, e eu disse a verdade: Nada! Apenas lhe disse que tu estavas a ser uma amiga incrível, e que nos estávamos a dar muito bem, só isso! Fiquei tão enervado com essa situação que disse que me ia chatear à séria com ele mas tu proibiste-me de lhe falar porque senão também tinhas de ir falar com a tua amiga e chateava-se com ela, e querias que acontecesse tudo menos isso, porque ela era mesmo tua amiga... Tomámos o nosso café na cozinha, tranquilamente a conversar (eu continuava chateado e stressado!) e tu dizias que não valia a pena, que estava tudo bem, que boquinhas era normal haver, etc, etc. Foi então que descemos ao salão e o piano foi objecto principal durante um tempo. Lembro que comecei por tocar aquela música que tu cantaste comigo ao piano pela primeira, a "Como vai você" da Daniela Mercury e depois a "Eu sei" que entoaste magnificamente apesar dos meus erros (por nervosismo) no espectáculo de São João. Os dedos estavam finalmente a tremer menos e então disse-te:

- Olha! Gostava de te cantar a música que fiz para ti.

Estava tão nervoso... não tirei os olhos nem da letra nem do teclado (e eu que sabia perfeitamente onde estavam as notas). A música tinha uma melodia muito bonita e tu (admitiste depois) estavas frágil e não aguentaste. Quando eu cantei as últimas palavras saíste de ao pé de mim, pousaste os óculos em cima da tua carteira, paraste, olhaste para mim e vieste ao meu encontro... Foi nesse momento que soltei aquela frase estúpida da juventude:

- Queres namorar comigo!?

Lembro-me de olhar para ti, tinhas o teu braço apoiado no meu ombro, sorriste para mim e deste-me o maior abraço, durante cerca de cinco minutos nada disseste, deixaste-te ficar abraçada a mim, a soluçar (de alegria, espero eu!). Agradeceste o gesto, a prenda, que irias guardar para sempre no teu coração este momento mas que não estavas preparada para me dar a resposta. Lembro-me de ter olhado para o relógio, e ver a data: estávamos a 3 de Julho... Falaste-me novamente do teu ex-namorado e que ainda era muito cedo para ter uma nova relação, não pensavas apaixonar-te tão cedo. Mas lembro-me que depois na mensagem (e ainda a guardo) disseste:

- Obrigado! Este momento LINDO ficará guardado para sempre no meu coração! Desculpa não estar preparada para te responder mas vamos com calma! Se gostares de mim a sério saberás esperar!

Lembro-me que a resposta foi mais ou menos assim:
- Desculpa, mas precisava de dizer o que sentia por ti! Não te condeno por nada, espero é que não me deixes por algo que eu tenha dito ou feito! Guardarei para sempre este momento, foi mesmo especial! Um beijinho!

No dia seguinte enviei-te uma mensagem (em resposta à tua mensagem de bom dia) e no fim disse: Adoro-te! Ao que ela respondeu:

- Eu também te adoro, mas eu acho que tu me amas! Verdade!? Vemo-nos logo, bejinhos!

O dia passou depressa, quando dei por ela tinha a minha casa "invadida" pela família (materna) e falei com o meu tio sobre o poema que te tinha feito, que te tinha tocado essa música. Olhou para mim e disse:

- Fogo! Tàs mesmo apaixonado!

- Pois estou - Respondi eu! - Aí é que está o problema, porque não sei se ela gosta de mim!

- Mas já lhe disseste! Agora esperas que ela te dê algum sinal!


Mandaste-me uma mensagem a perguntar se eu queria tomar café: disse-te que sim, como é óbvio, combinei ir ter a tua casa e viemos tomar café a minha casa. Entrámos pela cozinha, ainda cá estavam as minhas tias e a minha mãe. Tomámos café em pé (apesar de haver cadeiras à beira) e descemos ao salão, onde mais uma vez tinha preparado algo para "nós", música agradável e uma boa conversa. A noite avançou sem darmos por isso, e estávamos sentados no sofá preto quando me pediste para que te dissesse o que sentia por ti. Lembro-me perfeitamente de fazer uma introdução / análise à Marcelo (de tão nervoso que estava) mas depois de me "acalmares" com a tua voz e poder de sedução disse:

- Estou apaixonado por ti! Amo-te!

- Agora sabes o que vai acontecer! Não sabes?!
Tiraste-me os óculos (que felizmente, me livrei deles em deterimento de lentes de contacto) e beijaste-me! Um beijo a sério, aqueles que só se vêm no cinema e pensamos:

- Dava tudo para ser actor e beijar esta actriz!

Beijámo-nos vezes sem conta, parecia um sonho! Aquilo não me estava a acontecer a mim! Lembro-me perfeitamente que por algumas vezes (estava meio descaído no sofá) e olhava o "infinito" ao que tu me perguntavas com uma voz doce, típica de um sonho:

- Em que pensas!?

A minha resposta das três vezes que me fizeste essa pergunta foi a mesma:

- Tenho medo que isto seja um sonho e que amanhã tudo acabe!

- Pensas demais! Vive este momento! Disseste-me várias vezes (tantas quantas vezes olhavas para mim e me achavas distante, não diria indiferente).

Foi assim, o começo da nossa HISTÓRIA! Se o final vai ser feliz? Apenas depende de nós para o ser assim!

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