Ainda hoje, passado 24 horas do episódio que me deixou quase sem palavras, continuo sem perceber o que se passa na tua cabeça. Ontem, depois daquela nossa conversa que dizias que estavas arrependida e que tinhamos andado muito depressa, ainda não gostavas de mim o suficiente para me beijares mas cada vez que estavas comigo não consigas esconder a vontade de me beijar e de me dares a mão. Há não muito tempo li um livro de um tal de Jorge Manuel de Melo que tinha um título sugestivo "O amor é para os parvos", e veio-me à cabeça esse título: serei eu parvo e ter percebido mal? Será que os teus beijos, todos eles por mim sentidos não foram mais do que "beijos técnicos"? Sinceramente começo a não acreditar que há amor verdadeiro, já sofri muito, não esperava que me fizesses sofrer assim... Fui dormir a casa da minha tia e durante as horas que lá passei em frente ao computador fui fazendo umas "contas", do tipo:
- Como é que é possível me teres beijado se não sentias nada?
- Terás sentimentos? Ou o teu coração é imune a isso?
- Terá sido um sonho?
- Voltarás para mim? (Se alguma vez estiveste...)
Foram tantas as questões que coloquei a mim próprio que me levaram a desacreditar no amor e que ele, de facto existia. Para piorar as coisas mandaste-me uma mensagem a dizer que não me perdoavas se alguém soubesse por mim o que fizeste comigo no sábado (não! ninguém sabe!) Mas se não mudares a tua atitude garanto-te que vou contar a toda a gente (pensava eu para mim)... O tempo foi passando e na quarta-feira mandaste-me uma mensagem, estava eu no escritório, a perguntar se queria dar um passeio ao fim do dia na praia? Eu disse que sim mas pensei duas vezes. Mas se eu dissesse não poderias ficar chateada comigo, e não queria que acontecesse. Fui-te buscar à hora marcada, tu saíste pouco tempo depois... Sorriste para mim, deste-me um beijo na boxexa e partimos em direcção à nossa praia, que ficava um bocadinho para lá do passadiço... Nele víamos o hotel, o mar (mesmo ao nosso lado) e alguns casais a passear. Eu via-nos como um casal, tu é que nem por isso...
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