terça-feira, 12 de outubro de 2010

Capítulo 4: "Dizem que..."

Dizem que escrever faz bem e ajuda-nos a libertar o que vai cá dentro... Foi isso que eu decidi fazer. Conhecemo-nos há muito pouco tempo mas os momentos que temos partilhado são tão especiais que me levou a sentar ao piano e escrever-te uma canção... Não sei sinceramente como vais reagir, eu sei que a vou sentir quando te mostrar. Estamos em Junho, a noite de verão está quente, no meu quarto o velho Casio ajuda-me a viajar para um mundo, que não julgaria ser atingível por mim.

Os acordes que outrora aprendi são mais do que suficientes para agora poder compor, a tua imagem está em mim e o teu sorriso uma fonte inesgotável de inspiração. Começo por imaginar uma melodia que tenha a ver com alegria mas também um pouco de agonia, não sei qual vai ser a tua reacção ao ouvir-me cantar. Sempre tive um certo receio, acho mais até que é vergonha de cantar perante alguém, se bem que já dei alguns espectáculos com 200 pessoas a assistir na plateia, atentos às minhas palavras e aos sons da minha velha Aria, oferecida pelos meus pais nos anos, em 2001 entregue pelas mãos do meu avô, que já não está comigo, aquele que eu vejo quando olho para ti, não direi que é de sempre, mas desde que começámos a estar mais tempos juntos.

A música começou então a ser "desenhada", sem grande esforço a caneta foi escorrendo pelo papel, as ideias essas, vinham em catadupa da minha cabeça, ou diria, do coração! A letra, que agora transcrevo foi aquela que te mostrei (ainda ela não estava pronta mas o teu irmão percebeu logo que era para ti...


Até há bem pouco tempo
Nada sabia de ti
Foi um momento de sorte
Em que eu te conheci

Dá-me um abraço forte
Ou um minuto de atenção
Vem preencher um vago
Lugar do meu coração

Quando estou a teu lado
É impossível disfarçar
Posso até ter cuidado
Mas os teus lábios quero beijar

Vem comigo
Sente o Porto que vês em mim
Vamos escrever uma história
Com princípio, meio e fim

Vamos escrever um romance
Ou uma história d´ encantar
Promete não fazer suspense
Com o que eu te vou perguntar

História bem real
Com duas personagens principais
Há quem diga que no mundo
Não há pessoas especiais

O teu sorriso iluminou
O teu olhar encandeou
O meu pensamento foi o esperado
Quero ter-te sempre do meu lado

Nem que seja só como amiga
Ou fiel companheira
Pelo menos sei, sinto que já ganhei
Uma amiga para a vida inteira

Desculpa este meu desabafo
Em jeito de uma canção
Se gostares deste meu tema
Guarda-o bem junto ao coração


Como te disse escrevi este tema porque me és especial, em ti vejo tanto de mim que me custa a acreditar, aliás, esse é o mesmo sentimento: os pontos que nós temos em comum são imensos, no entanto acho que mais fácil o teu coração cabe no meu do que o meu no teu. Não importa, vou cantar-te esta canção quer tu queiras quer não... Lembro-me no dia em que a ouviste pela primeira vez (ainda ela não estava pronta) gostaste e até me mandaste mensagem no dia a seguir à noite quando te disse que estava a trabalhar nela:

- Estás a inspirar-te em quem? Adoro a forma como a estás a escrever, mesmo linda! Beijinhos!

Mal sabias que este iria ser um tema que nos unirá para sempre... Recordo-me do dia em que a completei finalmente, a 28 de Junho! Tenho o manuscrito na parede do meu quarto, no placard das recordações, onde guardo fotos minhas com os meus avós, com a minha irmã, fotografias da minha "Menina Mulher" e quatro autógrafos: Mafalda Veiga, Catarina Pereira, Filipe La Féria e Margarida Vila Nova. Quando viste o autógrafo da Mafalda disseste: UAU! Olhei para ti, sorri e disse:

- É a vantagem de ter trabalhado num hotel... Há sempre famosos que nos aparecem pela frente!

Em relação á tua letra: não há ninguém neste mundo que a conheça! Apenas tu e eu...

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